“Hoje eu não votaria pelo impeachment da Dilma”, diz Expedito Netto ao defender Lula, criticar pedágios e negar rompimento com o pai
O ex-deputado federal e pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PT, Expedito Netto, afirmou que hoje não votaria favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A declaração foi dada durante entrevista ao Canal Informa na Hora, apresentado pelo jornalista Fábio Camilo, exibida nesta quinta-feira, 8 de maio de 2026.
Ao comentar o cenário político nacional e sua aproximação com o Partido dos Trabalhadores, Expedito Netto declarou que amadureceu politicamente desde o período em que votou pelo afastamento de Dilma na Câmara dos Deputados.
“Hoje eu teria votado diferente, porque a gente amadureceu, a gente sabia que ela não tinha cometido crime”, afirmou.
Durante a entrevista, Expedito também declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o petista possui reconhecimento internacional. Segundo ele, Lula “é uma pessoa fantástica” e representa um modelo político voltado ao diálogo e à valorização de trabalhadores e minorias.
O pré-candidato ainda afirmou que Rondônia precisa superar a polarização ideológica e criticou a divisão política entre direita e esquerda no país.
“O Brasil tem que parar de se dividir”, disse.
Outro tema abordado foi a concessão da BR-364. Expedito Netto criticou o modelo implementado para a rodovia, classificando a situação como prejudicial à população de Rondônia. Apesar disso, afirmou que a responsabilidade pela concessão não pode ser atribuída exclusivamente ao governo federal.
Segundo ele, houve falha da bancada federal e influência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no processo.
“O governo atual não tratou da forma correta. Tem que sentar, negociar e discutir preço”, afirmou ao comentar como trataria o tema caso seja eleito governador.
Ainda sobre a BR-364, Expedito afirmou que há interesses políticos e empresariais em torno da concessão e disse que parlamentares possuem ligação com empresas que atuam na rodovia. Apesar das críticas ao modelo atual, evitou responsabilizar diretamente o senador Confúcio Moura pela definição das tarifas de pedágio.
Na entrevista, Expedito também voltou a defender posições históricas contra privatizações. Ele relembrou que votou contra a privatização da Eletrobras e criticou a atuação da Energisa em Rondônia.
“O povo de Rondônia tem sofrido com essa empresa”, declarou.
Ao comentar sua mudança do PSD para o PT e a disputa política envolvendo o ex-prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria, Expedito negou ter rompido politicamente com o pai, o ex-senador Expedito Júnior, aliado de Fúria no estado.
“Eu não traí meu pai”, afirmou.
Segundo Expedito Netto, a relação familiar permanece preservada, apesar dos projetos políticos distintos. Ele afirmou ainda que Expedito Júnior foi um dos principais articuladores da política rondoniense nas últimas décadas e citou nomes como Marcos Rogério, Hildon Chaves e Adaílton Fúria como lideranças que passaram pela influência política do ex-senador.
O petista também comentou o cenário político em Cacoal e evitou críticas diretas ao prefeito Tony Pablo nos embates recentes envolvendo Adaílton Fúria. Para ele, cabe ao próprio Fúria explicar publicamente o conflito político.
Expedito Netto ainda citou recursos destinados durante seu mandato para hospitais, saúde pública e obras em municípios do interior de Rondônia, incluindo Machadinho d’Oeste, Buritis, Cacaulândia, Castanheiras, Rolim de Moura e Presidente Médici.
Ao final da entrevista, o pré-candidato fez referência à fé cristã e afirmou que coloca “Deus à frente dos próprios interesses” em sua trajetória política.
com informações do Canal Informa na Hora