Marcos Rogério diz que governo atual gastou R$ 1 bilhão em diárias e passagens, cita rombo na saúde e promete “abrir a caixa preta dos contratos”
O governador eleito de Rondônia, senador Marcos Rogério (PL), afirmou que o governo atual gastou perto de R$ 1 bilhão com diárias e passagens aéreas desde 2023, citou um “rombo” nas contas da saúde e anunciou uma revisão dos contratos estaduais. As declarações foram dadas ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Ao discutir as limitações do orçamento para a próxima gestão, Marcos Rogério atribuiu a baixa capacidade de investimento às prioridades da administração atual. Segundo ele, a mudança na destinação dos recursos poderá abrir espaço para financiar as ações previstas em seu plano de governo.
“De 2023 para cá, o governo gastou perto de 1 bi entre diárias e passagens aéreas. Óbvio que uma viagem ou outra se justifica, ela é necessária”, afirmou. Na sequência, questionou o volume da despesa e disse que gastar esse montante com o que considera não essencial “significa que tem alguma coisa errada”.
O governador eleito declarou que pretende examinar os contratos durante a transição, preservando a continuidade dos serviços essenciais. Entre os gastos que deverão passar por avaliação, mencionou locação de veículos, serviços de tecnologia e contratos voltados à eficiência administrativa.
“Você tem contratos de tecnologia que estão ali, mas que não entregam nada. Você tem contrato para eficiência de gestão e, quando você olha para o que está aí, não tem eficiência na gestão”, disse.
Marcos Rogério afirmou que a revisão poderá resultar em cortes e na contratação de serviços que, segundo ele, ofereçam resultados à população. “Eu vou rever contratos. Eu usei um termo na campanha, e não é um termo retórico, não. Nós vamos abrir a caixa preta dos contratos.”
Na saúde, o senador disse ter informações sobre um desequilíbrio financeiro que precisará ser esclarecido pela administração atual. Não informou o valor do suposto rombo nem detalhou sua composição.
“A informação que eu tenho é que na saúde há um rombo ali e que ele vai precisar justificar isso”, declarou. “Não dá para simplesmente transferir para o próximo governo aquilo que foi fruto de uma falta de gestão da equipe atual.”
O governador eleito também questionou a assinatura de contratos no fim do mandato que deixem obrigações para a próxima administração. Ressalvou as contratações necessárias à continuidade dos serviços, mas defendeu que outras decisões sejam deixadas ao sucessor.
“Se você não vai executar nesse governo, não tem sentido você fazer agora para impor um ônus, um encargo para o próximo governante”, afirmou.
Marcos Rogério disse que está formando uma equipe de transição com perfil técnico para levantar a situação financeira do Estado e que pediu apoio ao Tribunal de Contas. Apesar das críticas, afirmou que buscará diálogo com o governador e sua equipe.
“Não tenho qualquer disposição para criar dificuldade para o governador, para quem quer que seja. Nós vamos fazer o que é certo”, declarou.
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