Fátima Cleide diz que fala sobre a PM foi descontextualizada e defende novos concursos
A deputada estadual eleita e ex-senadora Fátima Cleide (PT) afirmou que suas declarações sobre a Polícia Militar foram descontextualizadas e negou ter apontado a corporação de Rondônia como uma das mais letais do país. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado por Robson Oliveira, ela disse que se referia à letalidade policial no Brasil e defendeu a ampliação do efetivo e melhores salários para os militares.
“Não me referi especificamente à Polícia Militar de Rondônia”, declarou. Fátima atribuiu a repercussão a uma interpretação equivocada e ao uso político de sua fala durante o período eleitoral. Segundo ela, a divulgação também deixou de destacar sua disposição de apoiar reivindicações da categoria, como concursos públicos e valorização salarial.
Sobre o futuro mandato, a petista defendeu uma formação policial com mais ênfase em cidadania, além de melhores condições de trabalho. “Nós precisamos aumentar o efetivo, melhorar o salário do efetivo, garantir uma jornada de trabalho e um salário digno que eles não precisem fazer bico para melhorar a vida”, afirmou.
Na avaliação sobre o PT em Rondônia, Fátima atribuiu a perda de espaço do partido a conflitos internos e a dificuldades de comunicação com a população. Disse que parte da militância está acomodada e defendeu a reorganização da legenda para disputar as eleições municipais de 2028, com foco na eleição de vereadores.
A deputada eleita também contestou críticas à sua permanência em Brasília para trabalhar no governo federal, classificando os ataques como violência política e misoginia. Afirmou que manteve vínculos com Rondônia durante sua atuação na Secretaria-Geral da Presidência da República e no Ministério das Mulheres. “Eu nunca fiquei longe das bases”, declarou.
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