Pré-candidata ao Senado pelo PT fala sobre meio ambiente, STF, alianças e cenário político em entrevista ao Resenha Política
A jornalista Luciana Oliveira abordou temas centrais do cenário político estadual e nacional durante entrevista ao Podcast Resenha Política, destacando posições sobre meio ambiente, atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), alianças partidárias e os desafios de disputar uma eleição em Rondônia. Ao longo da conversa, ela reforçou que sua atuação política está ligada à militância social e ao jornalismo independente, com foco em populações vulneráveis e pautas de direitos.
Ao tratar da conjuntura eleitoral, Luciana afirmou que tem recebido apoio de diferentes regiões do estado e relatou crescimento nas redes sociais após o início da pré-campanha. Ela também assumiu um posicionamento ideológico definido, classificando sua linha como “inclusiva”, baseada na Constituição e nos direitos humanos. Segundo a pré-candidata, embora esteja aberta ao diálogo político, não pretende flexibilizar posições em temas que considera fundamentais.
No campo econômico e ambiental, a petista fez críticas à postura de setores do agronegócio em relação ao governo federal e defendeu a necessidade de inserção de Rondônia no debate global sobre sustentabilidade e economia verde. Ela também criticou a atuação da bancada federal do estado em votações ambientais, citando posições contrárias a medidas de proteção de povos indígenas. Ao mesmo tempo, disse que pretende dialogar com o setor produtivo, destacando o papel da agricultura familiar no enfrentamento da desigualdade.
Sobre o cenário nacional, Luciana classificou como “eleitoreiros” os ataques ao STF por parte de setores da direita e defendeu a atuação da Corte em episódios recentes. Também reconheceu erros do PT ao longo dos anos, mas afirmou que isso não compromete o papel político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionada sobre alianças, admitiu desconforto em algumas composições, mas disse compreender as articulações como parte da estratégia eleitoral.
A entrevista ainda tratou de temas como feminicídio e participação feminina na política, com críticas à condução de políticas públicas no estado. Luciana afirmou que pretende manter uma campanha baseada em dados e resultados, sem recuar de suas posições, mesmo diante de um ambiente político adverso.
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