Após escândalo Master, Marcos Rogério minimiza impacto sobre Flávio Bolsonaro: “Não é uma tragédia”
O senador Marcos Rogério (PL-RO), pré-candidato ao governo de Rondônia, minimizou nesta sexta-feira (22) o impacto político do episódio envolvendo o Banco Master sobre a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao comentar a mais recente pesquisa Datafolha, o parlamentar afirmou que o cenário eleitoral permanece competitivo, apesar do desgaste provocado pela repercussão do caso.
Durante entrevista coletiva após participação no Fórum Esfera 2026, no Guarujá (SP), Marcos Rogério rebateu avaliações de que a crise teria provocado um abalo significativo no desempenho eleitoral do aliado político. Segundo ele, a expectativa de adversários por um enfraquecimento da pré-candidatura não se confirmou.
“Pra quem esperava uma tragédia, parece que ela não veio, né?”, afirmou o senador.
A declaração ocorre após a divulgação do levantamento Datafolha (registrada no TSE sob o número BR-07489/2026) que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 43% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, ambos apareciam com 45%, e, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário segue de empate técnico.
Marcos Rogério reconheceu que os fatos recentes envolvendo Flávio Bolsonaro precisam ser esclarecidos, mas afirmou que o episódio não comprometeu a viabilidade eleitoral do nome defendido pelo PL para 2026.
“Os fatos precisam ser encarados, explicados com transparência, segurança e honestidade. Mas o que fica evidente é que continua sendo um cenário absolutamente competitivo”, declarou.
Na última semana, vieram à tona conversas envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, nas quais Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador rondoniense também descartou qualquer movimentação interna no PL para substituição da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro por outro nome, como o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Não há nenhum tipo de movimento no sentido de reavaliar a candidatura ou optar por um nome diferente. A pré-candidatura segue em frente naturalmente”, afirmou.