Cultura, memória e identidade amazônica pautam entrevista de Marcela Bonfim ao Resenha Política
A cineasta, fotógrafa e produtora audiovisual Marcela Bonfim participou do podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, e destacou a importância das políticas públicas voltadas à cultura e ao audiovisual em Rondônia. Durante a entrevista, ela abordou projetos financiados pela Lei Paulo Gustavo, defendeu o fortalecimento da economia criativa e falou sobre a necessidade de ampliar investimentos no setor cultural do estado.
À frente do projeto Amazônia Negra, Marcela explicou que a iniciativa busca resgatar e valorizar a presença negra na formação histórica e cultural da Amazônia. Segundo ela, o projeto reúne documentários, produções audiovisuais e ações culturais voltadas à memória de famílias negras, quilombolas e caribenhas que ajudaram a construir Rondônia. “A Amazônia Negra serve para dizer que tem negro, sim, tem quilombola, sim, tem caribenho, sim”, afirmou.
A produtora também detalhou o andamento do documentário Apito Negro na Madeira-Mamoré, que contará a trajetória de Dionísio Schockness, personagem histórico ligado à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e à formação de Porto Velho. O filme, que mistura documentário e ficção, está em fase final de gravação e deve ser lançado ainda este ano. A produção utiliza imagens de arquivo, depoimentos da família e recursos de inteligência artificial para reconstruir parte da história do personagem.
Durante a conversa, Marcela criticou a baixa destinação de recursos para a cultura em Rondônia e afirmou que o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais. Ela lembrou que já atuou na Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), onde participou da modernização de editais culturais, e defendeu uma visão mais ampla da cultura como ferramenta econômica, social e de fortalecimento da identidade regional.
Marcela Bonfim também falou sobre festivais, produções musicais e a presença de Rondônia em eventos nacionais e internacionais de cinema. Segundo ela, produções amazônicas têm conquistado espaço em festivais importantes, levando narrativas da região para outros países e ajudando a ampliar o reconhecimento da diversidade cultural rondoniense.
Assista à entrevista na íntegra.