Superintendente do Sebrae em Rondônia critica burocracia, cobra apoio aos pequenos e defende planejamento de longo prazo
O diretor-superintendente do Sebrae em Rondônia, José Alberto Anísio, criticou o excesso de burocracia enfrentado por pequenos empreendedores, defendeu regras diferenciadas para micro e pequenas empresas e cobrou planejamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico do Estado. As declarações foram dadas ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Durante a entrevista, Anísio afirmou que pequenos negócios não podem receber o mesmo tratamento dado a grandes empresas em questões como taxas, custos, licenciamento e exigências administrativas. Segundo ele, é necessário simplificar procedimentos sem abrir mão das normas sanitárias e ambientais. Ao falar sobre o crescimento das empresas, resumiu o problema: “O pequeno fica com medo de ser grande”.
O superintendente também alertou para os efeitos da reforma tributária e afirmou considerar o novo cenário ainda pesado para os pequenos negócios. Anísio defendeu a atualização de limites do MEI e de valores previstos na legislação destinada às microempresas, além de maior incentivo para que o empreendedor consiga ampliar faturamento e estrutura sem ser desestimulado pelas regras tributárias.
Outro ponto abordado foi a necessidade de políticas públicas que ultrapassem os mandatos de quatro anos. Para Anísio, Rondônia precisa estabelecer objetivos de longo prazo e preservar iniciativas que apresentem resultados. “Eu tenho que criar programas de Estado. Eu não posso criar programas de governo”, afirmou. Ele também defendeu que investimentos públicos sejam direcionados a áreas capazes de gerar atividade econômica, renda e arrecadação.
Na conversa, o dirigente ainda tratou de agricultura familiar, industrialização, valorização dos produtos de Rondônia, compras públicas, inteligência artificial e integração de sistemas para reduzir a burocracia. Anísio destacou que mais de 85% das aproximadamente 172 mil empresas ativas no Estado são MEIs, microempresas ou empresas de pequeno porte, segmento que, segundo ele, precisa ocupar posição central nas estratégias de desenvolvimento econômico.
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