Samuel Costa diz que manterá candidatura e acusa direção nacional do PSB de tentar tirá-lo da disputa
O candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) afirmou que pretende manter sua candidatura e buscar os meios jurídicos disponíveis para contestar a decisão da direção nacional do partido que atingiu o comando estadual da legenda e as candidaturas definidas em Rondônia. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Segundo Samuel, os atos realizados pelo PSB em Rondônia durante o processo eleitoral obedeceram ao calendário e às regras partidárias. Ele disse acreditar que a controvérsia será analisada pela Justiça Eleitoral e afirmou que, caso seja necessário, sua defesa recorrerá ao Judiciário para tentar preservar a candidatura.
“A palavra final não é minha, não é do João Campos, é da Justiça Eleitoral”, declarou o candidato ao comentar a situação. Em outro momento da entrevista, Samuel disse acreditar que os procedimentos adotados pela direção estadual foram realizados dentro da legalidade e com publicidade.
Samuel também afirmou que sua equipe jurídica identificou 14 pontos que considera controversos na decisão partidária. Segundo ele, entre as questões que deverão ser discutidas estão prazos internos, direito de defesa e os procedimentos utilizados para a mudança no comando estadual do PSB.
Durante a entrevista, o candidato fez ainda uma afirmação que deverá ampliar a repercussão política do episódio. Samuel relatou que teria sido procurado pelo ministro Paulo Pereira, ligado ao PSB, para discutir uma composição e disse que, posteriormente, teria recebido a proposta de ocupar uma função na estrutura do governo federal caso desistisse da disputa.
“Renuncia, que você tem um bom currículo, você vem aqui com a gente, numa secretaria”, relatou Samuel, ao reproduzir o conteúdo que atribuiu à conversa. O candidato afirmou ter recusado a possibilidade, dizendo que não estava “à procura de emprego”.
Samuel também atribuiu ao candidato Expedito Netto participação na articulação política que teria resultado na intervenção partidária. Ao longo da entrevista, fez diversas críticas ao adversário e declarou considerar encerrada, no atual cenário, qualquer possibilidade de composição política entre os dois. As afirmações foram apresentadas por Samuel como sua versão sobre os acontecimentos.
Outro ponto levantado pelo candidato envolve a documentação utilizada no processo interno do PSB. Samuel afirmou ter questionamentos sobre uma reunião partidária e sobre a participação de uma advogada mencionada nos documentos. Segundo ele, os elementos serão analisados por sua equipe e poderão ser levados às autoridades competentes para apuração.
Apesar do impasse com a direção nacional, Samuel disse que continuará atuando politicamente e afirmou que a campanha poderá ser mantida com recursos próprios dentro dos limites legais, doações de pessoas físicas e financiamento coletivo. Ele também disse ter registrado aumento no engajamento de suas redes sociais após a repercussão do episódio.
Ao final da entrevista, Samuel reafirmou que pretende permanecer na disputa e disse esperar que a questão seja definida pelas instâncias competentes. “A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como são. E a coragem nos ensina a enfrentá-las”, declarou, ao encerrar sua participação no Resenha Política.
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