Hildon fala em Estado “quebrado”, promete novo João Paulo II e esclarece dúvidas sobre sua saúde
O candidato ao Governo de Rondônia e ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (União Brasil), afirmou que o Estado está “tecnicamente quebrado”, prometeu construir um novo hospital João Paulo II em até dois anos e meio e falou abertamente sobre seu estado de saúde durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira. Questionado sobre as críticas ao seu desempenho nos debates, Hildon negou qualquer problema neurológico e disse estar plenamente apto a governar Rondônia.
Ao tratar das contas públicas, Hildon discordou da avaliação de que Rondônia não esteja quebrada e citou dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo, especialmente na saúde. Segundo ele, o crescimento do orçamento estadual não se traduziu em maior capacidade de investimento. “Há oito anos atrás o orçamento do Estado de Rondônia era de aproximadamente oito bilhões. Hoje é de dezoito e o Estado tá liso. Tem alguma coisa errada”, afirmou. Para o candidato, Rondônia precisa recuperar capacidade de investimento e adotar uma gestão mais rigorosa sobre gastos e prioridades.
Na saúde, Hildon prometeu abandonar a denominação “Heuro” e retomar o nome João Paulo II para o projeto de um novo hospital estadual. Ele criticou a modelagem adotada anteriormente pelo governo e disse que, se eleito, buscará uma empresa com capacidade financeira para executar a obra. “Nós vamos fazer do jeito certo”, declarou. O candidato afirmou que pretende entregar a nova unidade em dois anos e meio, repetindo, segundo ele, a lógica de execução que utilizou em obras realizadas durante sua passagem pela Prefeitura de Porto Velho.
Hildon também respondeu diretamente às especulações sobre sua saúde. Ele reconheceu que, em determinadas situações, pode apresentar dificuldade para encontrar algumas palavras e associou os episódios a possíveis efeitos da Covid-19, período em que esteve constantemente exposto durante a pandemia. O ex-prefeito disse que nunca teve problemas que afetassem sua rotina e rejeitou qualquer hipótese de comprometimento neurológico. “Às vezes realmente falha alguma palavra. Então, realmente, isso é um fato. Mas isso não me impede, de maneira nenhuma, de governar o nosso Estado de Rondônia”, afirmou. Ao ser perguntado se estava neurologicamente bem, respondeu: “Absolutamente”.
Durante a entrevista, Hildon ainda falou sobre segurança pública, a Rodovia do Boi, os pedágios da BR-364, sua passagem de oito anos pela Prefeitura de Porto Velho e sua experiência no Ministério Público e na iniciativa privada. O candidato também defendeu a revisão de policiais cedidos a outros órgãos como uma medida de curto prazo para reforçar a segurança e afirmou que Rondônia precisa reorganizar sua administração.
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