ENTREVISTA

Candidato do PV ao Senado afirma que pretende aproximar bancada federal, Governo e municípios e coloca saúde e BR-364 entre as prioridades

Candidato do PV critica uso do impeachment de ministros do STF como bandeira eleitoral, questiona concessão da BR-364, defende revisão de reservas e expõe divergências sobre pautas ambientais.
Redação
Candidato do PV ao Senado afirma que pretende aproximar bancada federal, Governo e municípios e coloca saúde e BR-364 entre as prioridades

O candidato ao Senado por Rondônia Aires Mota (PV) afirmou, em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, que pretende atuar como articulador entre a bancada federal, o Governo do Estado e os municípios. Mota, que teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral, disse que uma de suas prioridades seria transformar o gabinete no Senado em uma espécie de extensão das demandas de Rondônia em Brasília.

Na saúde, Aires defendeu uma ação conjunta de deputados federais, senadores e Governo do Estado para buscar recursos destinados à construção de um novo hospital. Segundo ele, Rondônia não conseguiu resolver o problema apenas com recursos estaduais e a participação da União seria fundamental. O candidato afirmou acreditar que, com articulação da bancada, seria possível garantir recursos para o projeto já no primeiro ano de mandato.

Aires também criticou a forma como foi conduzida a concessão da BR-364 e afirmou que pretende submeter o contrato a uma análise jurídica. Segundo o candidato, eventuais descumprimentos de obrigações pela concessionária podem abrir espaço para revisão e, dependendo da gravidade, até para discussão sobre rompimento contratual. Ele relatou ter gasto cerca de R$ 800 em pedágios durante deslocamentos recentes pelo interior do Estado.

Questionado sobre o Supremo Tribunal Federal, Mota disse considerar equivocado transformar o impeachment de ministros em bandeira central de campanha. Segundo ele, caso um processo chegue ao Senado, sua posição dependerá da análise das provas e do cumprimento do rito legal. “Se tiver tudo dentro do rito”, afirmou, poderá votar favoravelmente ao impeachment, mas ressaltou que considera saúde, infraestrutura e outras demandas de Rondônia prioridades para o mandato.

Assista à entrevista completa:

 

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