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ELEIÇÕES 2026

Jornalistas projetam renovação na Assembleia de Rondônia e disputas acirradas para Câmara, Governo e Senado

No Resenha Política, Robson Oliveira e Rubens Coutinho analisaram as chapas proporcionais, apontaram candidatos competitivos e apostaram em segundo turno na eleição para governador
Redação
Jornalistas projetam renovação na Assembleia de Rondônia e disputas acirradas para Câmara, Governo e Senado

A Assembleia Legislativa de Rondônia pode perder entre dez e 12 de seus atuais integrantes nas eleições de domingo (4). A projeção foi feita pelos jornalistas Robson Oliveira e Rubens Coutinho no podcast Resenha Política, durante uma análise das disputas para deputado estadual, deputado federal, governador e senador. Os dois ressaltaram que as avaliações são prognósticos e dependem tanto da votação individual dos candidatos quanto do desempenho de seus partidos e federações.

Para avaliar a corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia, Rubens selecionou cerca de 60 nomes entre os 253 candidatos a deputado estadual. Segundo ele, a lista considera histórico eleitoral, mandato, apoios, estrutura de campanha e composição das chapas. O jornalista advertiu que candidatos fora da relação também podem ser eleitos.

Na análise das legendas, Robson e Rubens apontaram Alex Redano entre os nomes mais fortes do Republicanos. Na federação formada por União Brasil e Progressistas, destacaram Ismael Crispim e o delegado Arismar. Para o PT, Rubens apostou em Fátima Cleide e avaliou que Cláudia de Jesus pode conquistar outra vaga caso o partido eleja duas deputadas.

No PSD, os jornalistas colocaram Cássio Gois e Laerte Gomes entre os candidatos com maior potencial de votação. Já no Avante, ambos apontaram Marcelo Cruz como nome forte, mas divergiram sobre quem teria vantagem em uma eventual segunda vaga: Rubens citou Zé Paroca, enquanto Robson apostou em Breno Mendes. Eles também avaliaram que Carlos Magno pode alterar a disputa interna na federação formada por PRD e Solidariedade.

A composição das chapas foi um ponto recorrente da conversa. Os jornalistas observaram que uma votação expressiva pode não garantir a eleição de um candidato se o partido ou a federação não alcançar votos suficientes para conquistar uma cadeira. Pelo mesmo motivo, o desempenho dos nomes mais votados pode abrir espaço para outros integrantes da chapa.

Na disputa pelas oito vagas de Rondônia na Câmara dos Deputados, os dois apontaram Rafael Fera como um dos nomes mais fortes do Podemos. Caso a legenda conquiste uma segunda cadeira, projetaram uma disputa entre Cristiane Lopes e Jaime Gazola. No PL, destacaram Lúcio Mosquini e avaliaram que Coronel Chrisóstomo e Sofia Andrade podem concorrer diretamente por outra vaga.

Robson e Rubens também citaram Jesualdo Pires e Maurício Carvalho entre os candidatos competitivos da federação União Brasil–Progressistas. No PSD, Robson apontou Joliane Fúria como nome forte e Luiz Cláudio na disputa por uma possível segunda cadeira.

O programa abordou ainda os recursos destinados à Prefeitura de Porto Velho. Com base em um levantamento apresentado durante a conversa, Rubens afirmou que Coronel Chrisóstomo destinou R$ 34,47 milhões à administração municipal em 2025 e R$ 2,76 milhões em 2026. Segundo ele, a relação consultada não registrava repasses de Maurício Carvalho à prefeitura nesses dois anos. O jornalista ressalvou que o levantamento se limita aos recursos destinados à gestão municipal e não contempla necessariamente outras emendas aplicadas em Porto Velho.

Na eleição para governador, Robson e Rubens disseram acreditar em segundo turno. Rubens avaliou que Marcos Rogério deve avançar à etapa final, mas contestou a hipótese de vitória no primeiro turno. Ele também afirmou que Hildon Chaves precisaria concentrar uma votação mais forte em Porto Velho para entrar na disputa decisiva.

Para o Senado, Rubens apontou Bruno Scheid, Sílvia Cristina e Fernando Máximo como os três candidatos com maior potencial eleitoral em sua avaliação. Ao ser questionado por Robson sobre Mariana Carvalho, disse que ela continua na disputa, mas considerou que começou a campanha mais tarde que seus principais adversários.

Ao encerrar a análise, os jornalistas reiteraram que nenhuma das projeções equivale a um resultado antecipado. “Pode dar certo e pode não se confirmar no domingo, dia 4”, afirmou Robson. Rubens acrescentou que uma candidatura não mencionada no programa pode surpreender nas urnas.

Assista à análise completa:

 

 

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