POLÊMICA

Vereador e jornalista registram versões opostas na polícia após confusão na Câmara; sindicato pede cassação de Marcos Combate

Versões conflitantes sobre episódio envolvendo vereador e jornalista mobilizam polícia, sindicato e podem provocar desdobramentos na Câmara de Porto Velho
Redação
Vereador e jornalista registram versões opostas na polícia após confusão na Câmara; sindicato pede cassação de Marcos Combate

A confusão envolvendo o vereador Marcos Combate (Avante) e o jornalista Edval Sheik, proprietário do portal Se Liga, ganhou forte repercussão política e institucional em Porto Velho nesta terça-feira (12), após o registro de boletins de ocorrência com versões conflitantes sobre o episódio ocorrido nas dependências da Câmara Municipal e a divulgação de uma nota pública do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia (Sinjor-RO), que anunciou articulação para pedir a cassação do mandato do parlamentar.

De um lado, o jornalista Edval Sheik registrou ocorrência afirmando ter sido vítima de agressão física por parte do vereador, relatando empurrões, ameaças, xingamentos e agressões que teriam resultado em lesão corporal, conforme documento policial apresentado. Segundo o relato, a confusão teria começado após Marcos Combate acusá-lo de publicar conteúdos contra sua atuação política, evoluindo para um embate verbal dentro da Câmara e, posteriormente, agressão física.

Em nota oficial, o Sinjor-RO classificou o episódio como “agressão covarde” e afirmou que o caso representa não apenas um ataque ao profissional, mas também à liberdade de imprensa. A entidade anunciou que pretende acionar a Comissão de Ética e a Presidência da Câmara Municipal para cobrar punição ao vereador, incluindo pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

O sindicato também afirmou que Marcos Combate protagonizaria episódios recorrentes de hostilidade contra membros da imprensa e declarou solidariedade ao jornalista, defendendo rigorosa apuração do caso.

Já o vereador Marcos Combate apresentou versão diametralmente oposta em boletim registrado na Delegacia Virtual. No documento, o parlamentar afirma que encontrou o jornalista nos corredores da Câmara e iniciou conversa sobre reportagens publicadas a seu respeito. Segundo sua narrativa, durante a conversa, Edval Sheik teria se aproximado e exigido o pagamento de R$ 20 mil para interromper publicações consideradas ofensivas contra sua imagem pública. O vereador nega qualquer agressão física e afirma que houve apenas discussão verbal.

De acordo com Combate, o registro policial foi feito para resguardar sua honra, imagem pública e o exercício do mandato, além de pedir investigação sobre a suposta tentativa de obtenção de vantagem indevida.

O episódio amplia a tensão política dentro da Câmara de Porto Velho e deve gerar desdobramentos tanto na esfera policial quanto no âmbito político-administrativo da Casa de Leis, onde a conduta do parlamentar poderá ser alvo de questionamentos formais. Até o momento, não há manifestação oficial da Presidência da Câmara sobre eventual abertura de procedimento interno.

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